quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Reflexão Final

Segundo o relatório A Dimensão Económica da Literacia em Portugal: Uma Análise, da Data Angel (http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Documentos/ME/Economia_Literacia.pdf), a teoria económica apoiada por um conjunto sólido de dados empíricos sugere que o capital humano - entendido como o conhecimento, as competências e outros atributos dos indivíduos susceptíveis de serem postos ao serviço da produção – constitui um importante factor mobilizador de um crescimento económico e de um desenvolvimento social equilibrado. Mais, a literacia é considerada como elemento fulcral e determinante tanto do capital humano como do capital social. Se acrescentarmos o imperativo uso das TIC como ferramentas de acesso, produção e comunicação de informação no quotidiano funcional, pedagógico e profissional do séc. XXI, podemos concluir que as diferentes literacias são reconhecidas como vectores de diferenciação/desenvolvimento social, económico e cultural, indutores de autonomia na construção/consolidação de conhecimento e consciência global.
Neste contexto, as BE podem (e devem) assumir-se como alicerces de um processo informacional, transformativo e formativo. Vários estudos constatam e comprovam que nas escolas onde os PB promovem o trabalho colaborativo e a articulação curricular, os alunos desenvolvem níveis mais elevados de literacia, aprendizagem, resolução de problemas e uso assertivo das TIC, o que implica que os desafios e acções a implementar na/pela BE devem assumir um carácter transformativo, concretizador e valorativo, com vista a optimizar a desejada parceria/compromisso/comunhão entre BE e escola rumo ao sucesso educativo e à construção eficaz do saber.
Ora, o MAABE surge como um instrumento que orienta e monitoriza a intervenção do PB e da sua equipa, de forma a identificar/valorizar as áreas de sucesso e, simultaneamente, identificar/superar as áreas que carecem de melhoria, sempre numa perspectiva pedagógica e formativa, perfilando a sua eficácia e consequente reconhecimento como parceiro/mais-valia no processo ensino/aprendizagem e na consecução das metas educacionais da escola e do seu PE.
Neste paradigma de mudança, o PB deve assumir uma liderança onde conceitos/práticas como a pesquisa, visão, estratégia, parceria, inovação, flexibilidade e evidências devem ser as suas “armas”.
De facto, para além das boas práticas, só sistematicamente colectando evidências, o PB poderá provar o impacto das mesmas no sucesso educativo e na melhoria das aprendizagens, visível e reconhecido por quem vê/avalia externamente.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Workshop

Enunciados Avaliativos:

2 – A BE promove sistematicamente mecanismos de avaliação cujos resultados são utilizados na planificação do trabalho.

4 – Aproximação estimulante às famílias e seu envolvimento no projecto da BE, com o projecto “Leituras em família”.

6 – A actualização do material informático não corresponde às necessidades dos utilizadores (professores, alunos).


Enunciados Descritivos:


1 – Foi recolhida informação dos departamentos sobre a colecção da BE.

3 – Iniciativa de um projecto (parceria com a Câmara Municipal) de âmbito nacional.

5 – Horário da BE cobre todo o tempo de abertura da escola.

7 – A BE disponibiliza guiões de pesquisa baseados no modelo Big6.


Transformação dos Enunciados Descritivos em Enunciados Avaliativos:

1 – Os diferentes departamentos analisaram a colecção da BE, verificando-se a necessidade de aquisição de material em suporte livro no departamento de Expressões, em suporte multimédia actualizado nos restantes departamentos e o “abate” de folhetos e publicações desactualizadas no departamento de Matemática e Ciências Experimentais.

3 – A BE divulgou e dinamizou o projecto “Concurso Nacional de Leitura”, em parceria com a Câmara Municipal, envolvendo 4 professores do departamento de línguas e alunos de 3 turmas do 2º ciclo e 4 turmas do 3º ciclo.

5 – O horário da BE é adequado, pois cobre todo o tempo de abertura da escola e foi avaliado positivamente nos questionários à comunidade educativa relativamente às suas necessidades de acesso.

7 – A BE disponibilizou guiões de pesquisa (baseados no modelo big6) e organizou sessões de formação de utilizadores em articulação com Área de Projecto, verificando-se que...% dos alunos utiliza o modelo na estruturação dos seus trabalhos.

Enunciados Gerais:

3 – Reforçar o trabalho articulado.

4 – Reforçar a produção de instrumentos de apoio a ser usados por professores e alunos.

Ambos os enunciados apontam para intenções, enformando fragilidades que não os permitem considerar como propostas de acções para a melhoria: o verbo utilizado nos dois enunciados objectiva uma acção demasiado vaga; o 3 não discrimina qual o trabalho a articular, quem/com quem/para quem, nem o para quê; o 4 não esclarece qual o tipo de instrumentos a produzir nem a meta a atingir.


Enunciados Específicos:

3 – Articular com os professores de TIC na preparação de sessões de formação de utilizadores no âmbito da literacia digital, destinadas a alunos do 2.º e 3.º ciclos, para o desenvolvimento de práticas de pesquisa, selecção e uso criterioso de informação na realização dos seus trabalhos.

4 – Produzir guiões de apoio à pesquisa (para alunos) e de orientação da pesquisa (para professores), para o desenvolvimento de assertividade na utilização das TIC como ferramentas de pesquisa, selecção e uso criterioso da informação





Francisca Rolla
20 de Dezembro de 2009

O Modelo de Auto-Avaliação da BE: Metodologias de Operacionalização III

O quadro seguinte pretende cruzar o tipo de informação resultante da auto-avaliação da BE nos seus diferentes Domínios com os Campos e Tópicos estabelecidos pela IGE, nos quais aquela informação deve ser enquadrada:


QUADRO DE REFERÊNCIA




Para a realização da análise e comentário crítico à presença de referências a respeito das BE, nos relatórios de Avaliação Externa das Escolas/Agrupamentos, seleccionei, como amostra para a concretização desta tarefa, as Escolas/Agrupamentos do concelho de Vila Real de Santo António que já foram alvo de Avaliação Externa, nos quais se incluem o Agrupamento onde exerço funções de Professora Bibliotecária (Coordenadora da BE/CRE aquando da avaliação), a saber:
A – Agrupamento Vertical de Escolas de Monte Gordo – ano lectivo 2007-2008;
B – Escola Secundária com 3.º ciclo de Vila Real de Santo António – ano lectivo 2006/2007;
C – Agrupamento de Escolas D. José I – ano lectivo 2008/2009.

Tendo em consideração o objectivo da tarefa, elaborei um quadro resumo para cada Escola/Agrupamento de Escolas onde estão patentes os resultados obtidos em cada domínio, no âmbito da avaliação externa, e as referências à(s) Biblioteca(s) Escolar(es) patentes nos relatórios dessa avaliação externa.
Seguidamente, através da análise dos dados que constam nos supracitados quadros irei procurar responder a algumas questões, especificamente:

1 – Conhecer os resultados da Avaliação Externa dos Agrupamentos da amostra;

2 – Reconhecer as referências à BE patentes nos Relatórios de Avaliação Externa dos Agrupamentos de Escolas da amostra e os campos de análise/domínios mais evidenciados;

3 – Avaliar o grau de institucionalização das BE nos Agrupamentos de Escolas visados, tendo em conta os objectivos do Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares.


QUADRO IGE


1 – Conhecer os resultados da Avaliação Externa dos Agrupamentos da amostra

No que diz respeito à análise global dos resultados obtidos pelos diferentes Agrupamentos nos 5 domínios avaliados pela IGE, os Agrupamentos de Escolas de Monte Gordo e D. José I obtiveram a classificação de Bom, enquanto que a Escola Secundária com 3.º ciclo de Vila Real de Santo António obteve a menção qualitativa de Suficiente.
Das três Escolas/Agrupamentos apenas o Agrupamento de Escolas de Monte Gordo atingiu Muito Bom num dos domínios, mais propriamente no campo 4 – Liderança, tendo sido, igualmente, o único a obter Bom no domínio 5 – Capacidade de Auto-regulação e Melhoria da Escola.
Verifica‐se, assim, que não existem práticas sistematizadas de auto‐avaliação no seio dos Agrupamentos de Escolas, o que em parte justifica, como seguidamente iremos confirmar, as escassas referências à Biblioteca Escolar nos Relatórios de Avaliação Externa dos agrupamentos da amostra.

2 – Reconhecer as referências à BE patentes nos Relatórios de Avaliação Externa dos Agrupamentos de Escolas da amostra e os campos de análise/domínios mais evidenciados

Passemos agora à análise das referências à Biblioteca Escolar por domínio/campos de análise de desempenho constantes dos Relatórios de Avaliação Externa dos agrupamentos da amostra:

DOMÍNIO 1 – RESULTADOS
Neste campo de acção, apenas aparecem referências à BE nos Relatórios de Avaliação Externa dos Agrupamentos de Monte Gordo e D. José I.
Salientam-se as referências constantes nos quatro campos de análise de desempenho, deste parâmetro, relativamente à BE do Agrupamento de Escolas de Monte Gordo, onde se traduz efectivamente o impacto da BE nas aprendizagens dos alunos.
No caso do Agrupamento D. José I, a referência à BE inclui-se na participação e desenvolvimento cívico.
Recorrendo ao quadro elaborado aquando da realização da primeira tarefa “CRUZAMENTO DE DADOS: AVALIAÇÃO EXTERNA DA ESCOLA/ AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS - AUTO-AVALIAÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR”, relembro que, para este campo de análise de desempenho, as BE dos Agrupamentos de Escolas devem conseguir enquadrar evidências do trabalho realizado nos seguintes domínios/ subdomínios/ indicadores presentes no Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar: A.1; A.2; B.3 e C.1.

DOMÍNIO 2 – PRESTAÇÃO DO SERVIÇO EDUCATIVO
Quanto à Prestação do Serviço Educativo, existem menções nos três relatórios de Avaliação Externa da amostra.
Relativamente à BE do Agrupamento de Escolas de Monte Gordo dá-se ênfase à articulação curricular e ao apoio aos utilizadores no âmbito da pesquisa de informação. Na Escola Secundária com 3.º ciclo de VRSA o enfoque é feito no apoio aos discentes que têm dificuldades de aprendizagem ou matérias em atraso. Por último, no Agrupamento de Escolas D. José I salienta-se a existência de iniciativas que procuram motivar os alunos para aprendizagens diferenciadas, promover hábitos de leitura e permitir o acesso generalizado ao conhecimento, através da disponibilização de informação e da dinamização de sessões culturais.
Assim, nos dois primeiros relatórios existem menções à importância da biblioteca no apoio aos alunos e, no último, quanto ao seu papel na abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem.
Evocando o quadro elaborado aquando da realização da primeira tarefa “CRUZAMENTO DE DADOS: AVALIAÇÃO EXTERNA DA ESCOLA/ AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS - AUTO-AVALIAÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR”, relembro que, para este campo de análise de desempenho, as BE dos Agrupamentos de Escolas devem conseguir enquadrar evidências do trabalho realizado nos seguintes domínios/ subdomínios/ indicadores presentes no Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar: A.1; A.2; B.1; B2; C.1; D.1 e D.3.

DOMÍNIO 3 – ORGANIZAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR
Neste domínio também surgem referências nos três relatórios analisados, nomeadamente na preocupação de rentabilizar os recursos humanos disponíveis (Monte Gordo), acompanhamento de alunos em actividades de substituição (D. José I), ao nível dos recursos materiais – ampliação de espaços e/ou apetrechamento informático (Monte Gordo e ESVRSA) e na contribuição para uma maior riqueza de experiências a todos os alunos (D. José I).
Reproduzindo o quadro elaborado aquando da realização da primeira tarefa “CRUZAMENTO DE DADOS: AVALIAÇÃO EXTERNA DA ESCOLA/ AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS - AUTO-AVALIAÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR”, relembro que, para este campo de análise de desempenho, as BE dos Agrupamentos de Escolas devem conseguir enquadrar evidências do trabalho realizado nos seguintes domínios/ subdomínios/ indicadores presentes no Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar: A.1; A.2; C.2; D.1; D.2 e D.3.

DOMÍNIO 4 – LIDERANÇA
No que diz respeito à “Liderança”, as referências à BE surgem nos campos de análise de desempenho 4.3 (abertura à inovação) e 4.4 (parcerias, protocolos e projectos). Apenas um dos quatro Agrupamentos de Escolas da amostra não apresenta evidências neste domínio.
Apenas no Relatório de Avaliação Externa do Agrupamento de Escolas de Monte Gordo surge uma evidência clara ao papel da BE na construção de competências necessárias à formação do aluno: “Salienta-se, ainda, o apetrechamento da BE/CRE e a utilização que tem sido dada a este espaço, permitindo aos alunos o acesso a recursos educativos, que, de outra forma, não teriam, e de realizar actividades estimulantes e adequadas à construção das competências consideradas fundamentais para a sua formação.”
No âmbito das parcerias, protocolos e projectos, as evidências apenas permitem referir a ligação à Biblioteca Municipal (SABE) (Monte Gordo) e à Rede de Bibliotecas Escolares (ESVRSA).
Repetindo o quadro elaborado aquando da realização da primeira tarefa “CRUZAMENTO DE DADOS: AVALIAÇÃO EXTERNA DA ESCOLA/ AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS - AUTO-AVALIAÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR”, relembro que, para este campo de análise de desempenho, as BE dos Agrupamentos de Escolas devem conseguir enquadrar evidências do trabalho realizado nos seguintes domínios/ subdomínios/ indicadores presentes no Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar: A.1; A.2; B.1; B.2; C.1; C.2; D.1; D.2 e D.3.

DOMÍNIO 5 – CAPACIDADE DE AUTOREGULAÇÃO E MELHORIA DA ESCOLA
No que concerne a este domínio nenhum dos Agrupamentos da amostra apresenta qualquer evidência.
Podemos no entanto considerar que, no âmbito da sustentabilidade do progresso da aplicação do Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares, as acções para a melhoria do trabalho da(s) BE do Agrupamento poderão fornecer evidências a enquadrar na capacidade e auto-regulação e melhoria dos Agrupamentos de Escolas.

3 – Avaliar o grau de institucionalização das BE nos Agrupamentos de Escolas visados, tendo em conta os objectivos do Modelo de Auto‐Avaliação das Bibliotecas Escolares

Avaliar o grau de institucionalização das BE nos Agrupamentos de Escolas visados, tendo em conta os objectivos do Modelo de Auto‐Avaliação das Bibliotecas Escolares não é fácil. Contudo, conhecendo directa ou indirectamente as práticas das BE seleccionadas, posso afirmar, sem hesitações, que os relatórios de Avaliação Externa não reflectem o empenho nem o impacto das mesmas nas escolas/agrupamentos que servem. O que não deixa de ser injusto. Provavelmente, a filosofia de colectar evidências não estava ainda interiorizada, preocupando-nos mais em agir do que em mostrar que se agiu. Não obstante, as equipas do IGE também não se mostraram motivadas ou orientadas para reconhecer nas BE uma mais valia, não incluindo o coordenador das mesmas em qualquer dos painéis entrevistados…
Progressivamente, a Auto-Avaliação irá assumir-se nas Escolas/Agrupamentos como um processo fundamental para a melhoria das acções educativas e, neste contexto, a acção do Professor Bibliotecário e o seu papel proactivo no âmbito da aplicação do MAABE será sempre uma oportunidade que trará reflexos positivos na qualidade e na eficiência dos serviços prestados. No entanto, se conseguirmos enquadrar este processo de auto-avaliação no processo de Auto-Avaliação das Escolas/Agrupamentos estaremos a ir mais longe, pois, somente através desta inserção, estaremos a levar à prática uma política de gestão verdadeiramente promotora do sucesso educativo e da melhoria das aprendizagens, visível e reconhecida por quem vê/avalia externamente.


13 de Dezembro de 2009
Francisca Rolla

O Modelo de Auto-Avaliação da BE: Metodologias de Operacionalização II

Com o quadro seguinte, pretende-se operacionalizar o MAABE estabelecendo nexos coerentes entre, por um lado, os indicadores e respectivos factores críticos e, por outro, os instrumentos, evidências e acções de melhoria que viabilizam, traduzem e permitem melhorar a avaliação desses indicadores em cada Domínio ou Subdomínio:




Tabela D2

Acções Futuras

Subdomínio D.2 – Condições humanas e materiais para a prestação dos serviços


Duas coisas que considere que a BE do Agrupamento deve deixar de fazer:


- Não implementar políticas de trabalho colaborativo com o exterior, nomeadamente com as outras escolas do concelho.
- Não promover a recolha sistemática de evidências do trabalho, actividades e serviços realizados.

Duas coisas que considere que a BE do Agrupamento deve continuar a fazer:

- Continuar a desenvolver estratégias de acompanhamento e de formação de utilizadores.
- Promover a integração da BE no funcionamento global da escola e no trabalho curricular dos docentes.

Duas coisas que considere que a BE do Agrupamento deve começar a fazer:

- Planificar em articulação com os departamentos curriculares.
- Estimular o uso das TIC e a exploração dos recursos Web no processo de ensino e aprendizagem, nomeadamente através da criação da disciplina da plataforma Moodle da BE e da disponibilização de recursos em suporte informático, que permitam o desenvolvimento de competências digitais por parte do público-alvo.


Francisca Rolla
06 de Dezembro de 2009

O Modelo de Auto-Avaliação da BE: Metodologias de Operacionalização I

“Já não é suficiente possuirmos a informação; também temos de ser capazes de adquirir, seleccionar e avaliar essa mesma informação em qualquer situação. Este novo tipo da literacia exige conhecimentos nas tecnologias da informação, tais como computadores e instrumentos móveis que nos permitem tomar decisões no nosso dia a dia. […] Embora saibamos encontrar a informação necessária, temos que saber avaliá-la. Na última década, assistimos a um enorme aparecimento de novas tecnologias […] Os educadores e instituições de aprendizagem do nosso país têm que ter consciência e saber adaptar-se a estas novas realidades. Juntamente com as capacidades básicas de leitura, escrita e aritmética, é igualmente importante que sejam dadas aos nossos estudantes as oportunidades e ferramentas essenciais para tirar o melhor proveito da informação que lhes está disponível. A capacidade de procurar, encontrar e seleccionar informação pode ser aplicada a inúmeros casos diários em que se tomam decisões, sejam de ordem financeira, na área da saúde, da educação ou de carácter técnico.”
Barack Obama (1 de Outubro de 2009)

Subdomínio seleccionado e respectivos indicadores:
Domínio: A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular
A.2. Promoção da Literacia da Informação

Indicador deProcesso:
A.2.1. Organização de actividades de formação de utilizadores na escola/agrupamento.
Indicador de Impacto:
A.2.4. Impacto da BE nas competências tecnológicas e de informação dos alunos.

Parece-me que a declaração supracitada, por si só, justifica a escolha do domínio. Os novos ambientes digitais integram, incontornavelmente, o ADN do século XXI. Nesse sentido, se as BE querem tornar relevante o seu papel, na escola e no sucesso educativo, não podem perder a oportunidade e a dinâmica de incluir as novas literacias nos seus processos e consequentes impactos, assumindo a sua pertinência no desenvolvimento de um programa de literacia da informação integrado no desenvolvimento curricular, na transformação de informação em conhecimento, no desenvolvimento de assertividade na utilização das TIC como ferramentas de pesquisa, selecção e uso criterioso da informação, sem esquecer a possibilidade de organizar ambientes virtuais de aprendizagem ou as vantagens de acompanhar a evolução da informação através dos novos ambientes digitais, de forma a promover uma construção do conhecimento eficaz, interactiva e articulada. Assim, as BE devem incluir nas suas prioridades o fomento do uso das TIC como ferramentas de acesso, produção e comunicação de informação e o desenvolvimento de acções que permitam aos alunos relacionar, interagir e utilizar a informação para construir o seu próprio conhecimento e consciência global.
Trata-se de uma verdadeira demanda, em constante evolução e mudança, que em Monte Gordo já iniciou com a utilização da BE enquanto espaço privilegiado para a pesquisa e tratamento de informação e que pretende ser gradualmente incrementada com a aposta na promoção de sessões de formação de utilizadores e a dinamização de aprendizagens virtuais com recurso à Plataforma Moodle. Os constrangimentos a vencer são a pouca assertividade na utilização das TIC e no uso da informação, com o recurso sistemático à técnica copy and paste pelos alunos e vícios de utilização directa da informação fornecida, assim como a falta de orientações específicas por parte dos professores quando solicitam trabalhos de pesquisa ou a renitência em aderir às sessões de formação de utilizadores oferecidas pela BE. Uma verdadeira ameaça são os equipamentos informáticos existentes, insuficientes e desactualizados, que ainda estão à espera da concretização do PTE.
Com o intuito de aferir se a Promoção da literacia de informação está a ser desenvolvida de forma profícua, nomeadamente através da organização de actividades de formação de utilizadores no agrupamento, e qual será o impacto da BE nas competências tecnológicas e de informação dos alunos, foi estabelecido o seguinte Plano de Avaliação:
PLANO DE AVALIAÇÃO

“Evidence-Based practice combines professional wisdom, reflective experience, and understanding of students’ needs with the judicious use of research-derived evidence to make decisions about how the school library can best meet the instructional goals of the school. […] holistic approach to evidence-based practice in school libraries involves three dimensions: evidence for practice, evidence in practice, and evidence of practice.”

Ross Todd (2008)

Será a recolha e posterior análise de evidências que permitirá avaliar os resultados obtidos após a aplicação do modelo e determinar o nível de desempenho da BE em cada domínio. Através de uma boa gestão das evidências recolhidas, o processo de auto-avaliação estabelecerá uma relação entre os resultados escolares dos alunos e o trabalho desenvolvido na e pela BE. Ao identificar pontos fortes e fracos, reconhecerá necessidades e definirá estratégias que permitirão desenvolver acções para a melhoria de processos e impactos.

Assim, os resultados devem ser comunicados à comunidade educativa, através da divulgação do relatório final da aplicação do MAABE no Conselho Pedagógico e no Conselho Geral, ou da inclusão de uma síntese do mesmo no relatório de auto-avaliação do Agrupamento, no seu site e no blog da BE.

Não obstante o empenho e dinamismo da equipa da BE em todo este processo, a maior ou menor integração e uso do seu espaço e projectos desenvolvidos dependem, grandemente, da atitude, apoio e reconhecimento do órgão directivo, bem como dos estilos aplicados no processo ensino-aprendizagem e a permeabilidade à mudança e articulação por parte do corpo docente.

Francisca Rolla

29 de Novembro de 2009

Bibliografia:

TEXTO DA SESSÃO Documento PDF
NOVA VERSÃO ACTUALIZADA DO MODELO (NOV. 2009) (ver para a actividade desta sessão, em particular, as orientações para aplicação Documento PDF
Basic Guide to Program Evaluation Ficheiro

Comentário à Apresentação em Power Point do colega Pedro Tavares

Considero que o Pedro, à semelhança de todos nós, já interiorizou o papel que se espera da sua dedicação e empenho ao serviço do seu agrupamento enquanto Professor Bibliotecário. Para além da entrega com que abraçou este novo desafio, explana a compreensão das leituras que tem feito de forma clara, concisa e crítica, perspectivando-as sempre tendo em mente a realidade em que se insere, em termos de contexto do agrupamento ou potencialidades e constrangimentos em presença.
Quanto à apresentação em Power Point elaborada, para além de revelar mestria na abordagem da técnica, que será indubitavelmente muito útil no apoio a alunos e professores, no âmbito da formação de utilizadores, será certamente de fácil compreensão por parte dos elementos do Conselho Pedagógico do seu agrupamento, que, para além de ficarem a conhecer o MAABE em termos de estrutura e objectivos, tomarão consciência do papel da BE enquanto parceiro na consecução dos objectivos do PE e na consolidação do sucesso escolar, bem como da importância do envolvimento de todos nesse processo. Considero que o objectivo da sessão está, portanto, alcançado.
O pormenor da expressão/ideia “cultura de avaliação” enquanto elemento transversal – nos slides e na vida da escola, a todos os níveis, revela oportunidade, eficácia, criatividade e proactividade. A forma como os conceitos/questões-chave a todo o processo surgem, no final, salientados enquanto ideais/fios condutores da actividade a desenvolver, denotam imaginação, perspicácia, pertinência, espírito crítico e capacidade de intervenção. Uma vez que conheço a realidade e o contexto do agrupamento que serve, só posso concluir que o Pedro é o “homem certo no sítio certo”.


22 de Novembro de 2009
Francisca Rolla

O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares no contexto da Escola/Agrupamento

Perspectivar a integração do processo de auto-avaliação no contexto da escola/ agrupamento implica que o professor bibliotecário divulgue o processo e envolva os diferentes actores. Nesse sentido, foi realizada uma apresentação em Power Point que procurou evidenciar o papel e mais valias da auto-avaliação da BE, sem esquecer o processo e o necessário envolvimento da escola/agrupamento, bem como a integração dos resultados na auto-avaliação da escola.

Francisca Rolla
20 de Novembro de 2009
Bibliografia:

Comentário à Análise Crítica realizada pela colega Sofia Afonso

Mais uma vez tenho de elogiar a capacidade de síntese e objectividade demonstrada pela colega, que claramente evidencia não só a leitura das indicações bibliográficas solicitadas, como também a interiorização dos conceitos inerentes à aplicação do MAABE, a sua pertinência, integração/aplicação nas escolas e as competências que todos nós deveremos treinar/aplicar na consecução dos objectivos propostos. Parece-me também que conhece bem o contexto em que se insere a sua BE e os constrangimentos que eventualmente poderá enfrentar. Mas o que mais me impressionou, e que a colega bibliotecária evidencia nas entrelinhas da sua análise crítica, é a verdadeira paixão que sente pela actividade exercida em prol do conhecimento e da sua escola, enquanto professora ou professora bibliotecária, traduzida em entusiasmo, motivação e iniciativa no desenrolar das tarefas e desafios inerentes ao cargo (sem dúvida entendido como missão). Não teme a mudança, promove-a!


15 de Novembro de 2009
Francisca Rolla

O Modelo de Auto-Avaliação. Problemáticas e Conceitos implicados

O modelo de auto-avaliação das BE tem como alicerce uma filosofia que as perspectiva numa dimensão proactiva, formativa e interventiva. Contudo, “(...) as bibliotecas não possuem um valor objectivo intrínseco. (...) as bibliotecas criam valor através da transformação de recursos intangíveis num processo multiplicador de benefícios. Elas não gerem valor, antes gerem processos e actividades, tomando as decisões condutoras à criação de valor para os seus utilizadores e para a organização onde se integram” (Cram, 1999), o que implica que os desafios e acções a implementar devem assumir um carácter transformativo, concretizador e valorativo, com vista a optimizar a desejada parceria/compromisso/comunhão entre BE e escola rumo ao sucesso educativo e à construção eficaz do saber.
Ora, o MAABE teoriza e reposiciona o papel das BE, mas também se assume como um instrumento que orienta e monitoriza a intervenção do PB e da sua equipa, de forma a identificar/valorizar as áreas de sucesso e, simultaneamente, identificar/superar as áreas que carecem de melhoria, sempre numa perspectiva pedagógica e formativa, perfilando a sua eficácia e consequente reconhecimento como parceiro/mais-valia no processo ensino/aprendizagem e na consecução das metas educacionais da escola e do seu PE.
O MAABE envolve alguns conceitos-chave: o valor da sua qualidade e eficácia; a auto-avaliação vista como um processo reflexivo e indutor de mudança; as dimensões ou áreas nucleares de intervenção com impacto no sucesso educativo; a assunção pedagógica do Modelo em si mesmo, enquanto instrumento contínuo de melhoria da melhoria.
A pertinência da existência de um modelo de avaliação para as BE está patente nestes conceitos, encarado não como um fim em si mesmo, antes como um processo, que, em última análise, permitirá evidenciar as suas iniciativas, contributos e resultados à comunidade educativa, evidências estas que permitirão expressar claramente “that learning outcomes are continuing to improve, and inform the process of their continued improvement.” (Todd, 2002).
Segundo o Manifesto da IFLA, o fornecimento de informação é “fundamental para funcionar com sucesso na sociedade actual, cada vez mais baseada na informação e no conhecimento”, “estrutura os alunos com capacidades de aprendizagem para a vida e desenvolve-lhes a imaginação, permitindo-lhes que vivam como cidadãos responsáveis”; paralelamente, “num crescente ambiente de trabalho em rede, os professores bibliotecários têm de ser capazes de planear e ensinar diferentes capacidades de tratamento de informação, tanto a alunos como a professores”. Mais, quando estes articulam o seu trabalho curricular com os PB, “os alunos adquirem níveis mais elevados de literacia, leitura, aprendizagem, resolução de problemas e capacidades tecnológicas de informação e comunicação.” (IFLA, 2000). Estas preocupações não são estranhas à estruturação do MAABE, quando elege os seus 4 domínios de actuação prioritária e correspondentes indicadores, onde se prevê uma articulação curricular da BE com as estruturas pedagógicas e os docentes e o desenvolvimento de competências de leitura e de um programa de literacia da informação, permitidas por uma colecção de qualidade, organizada de acordo com os standards definidos e uma gestão adequada e estratégica da BE, sem esquecer o desenvolvimento de projectos, parcerias e actividades abertas à comunidade. O MAABE “indica o caminho, a metodologia, a operacionalização. (…) [mas] Pressupõe a motivação individual dos seus membros e a liderança forte do professor coordenador, que tem de mobilizar a escola para a necessidade e implementação do processo avaliativo.” (Texto da Sessão). Ora, este factor crítico de sucesso pode transformar-se num constrangimento se o PB, em princípio motivado para a tarefa pois para a mesma se candidatou, não for secundado por uma equipa também ela motivada e conhecedora da situação e do modelo, com formação e capacidades formativas; ou por um funcionário A TEMPO INTEIRO, que o liberte das tarefas rotineiras inerentes ao uso da BE; ou apoiado/valorizado pelos seus colegas professores, que vêem na articulação um contributo e não uma intromissão; ou pela Direcção Executiva, que até compreende a dimensão do seu papel/impacto, mas tem sempre outros problemas mais importantes – a curto prazo – para atender. Enfim, os obstáculos e ameaças podem ser imensos, desanimadores e contrariadores até, mas o MAABE, pela sua própria natureza e organização, pode e deve constituir mais que uma âncora, um leme; mais que um compromisso, um desafio!
Não obstante partirem de premissas iguais – o mesmo modelo (MAABE) e a mesma meta (sucesso educativo) – a desejada integração/aplicação das mesmas a escolas e realidades tão distintas é possível se o Plano de Acção de cada BE partir do adequado diagnóstico da realidade existente e da realidade que se pretende, com vista a avaliar o seu valor e impacto, mobilizando todos os agentes educativos para o processo, o que, antes de mais, exige o conhecimento do alcance e dos contornos do mesmo – sessões de esclarecimento, discussão formal ou informal de ideias, workshops formativos, difusão institucional de informação, enfim, o que melhor se adequar ao contexto em presença.
Em todo este processo, o papel do PB é crucial, devendo enformar e evidenciar competências várias: ser comunicador, proactivo, influente, útil, relevante, observador, investigativo, capaz de ver o todo e estabelecer prioridades, construtivo na abordagem aos problemas, gestor de serviços de aprendizagem e de recursos, promotor dos mesmos, saber apoiar e contribuir para as aprendizagens, cooperar com os colegas, contribuir para a missão e objectivos da escola (segundo Tilke, 1999, in Texto da Sessão); mas também ser professor em literacias da informação, promotor da leitura (Eisenberg, 2002) ou ser interventivo e manter-se actualizado (Todd, 2002).
Mike Eisenberg dá um bom conselho: “ Para transformar em realidade a visão programática da biblioteca escolar são necessários dois elementos essenciais à boa gestão: o pensamento estratégico e o planeamento estratégico.” Isto porque “o sucesso começa com a atitude”, à qual não deve ser alheia “a paixão, o entusiasmo, o optimismo e a energia”, mas também a flexibilidade para adequar o seu programa às iniciativas, preocupações e prioridades da escola em que se insere. Já o planeamento estratégico obriga a encarar a organização da BE em termos de inputs, processos e outputs e em que os processos devem transformar os inputs em outputs (Eisenberg, 2002).
Para Ross Todd, a liderança do PB envolve várias dimensões: a liderança informada (pesquisa), a liderança resoluta (visão), a liderança estratégica (acção), a liderança colaborativa (parceria), a liderança criativa (inovação), a liderança renovável (flexibilidade) e a liderança sustentável (evidências). (Todd, 2002). São as evidências que permitem moldar e direccionar a actuação do PB. Uma prática baseada em evidências alia a sabedoria profissional à experiência reflectida, bem como à compreensão das necessidades dos alunos, para tomar decisões quanto às melhores formas de atingir as metas educacionais da escola. Só sistematicamente colectando evidências, o PB poderá provar o impacto das suas boas práticas nos resultados dos alunos, no desenvolvimento dos seus conhecimentos e compreensão ou, mesmo, nas suas competências e capacidades de pensar, viver e trabalhar. (Todd, 2008).
Ambicioso? Sem dúvida! Mas só um modelo ambicioso e criteriosamente estruturado poderia servir de instrumento e de arma, de orientação e suporte à constante necessidade de adaptação, reavaliação e redefinição de práticas conducentes a um ambiente de aprendizagem mais eficaz.

Bibliografia:

15 de Novembro de 2009
Francisca Rolla

Análise crítica à Tabela Matriz apresentada pela colega Sofia Afonso


Muito embora admire a capacidade de síntese evidenciada pela colega, parece-me que a mesma pode ser confundida com uma análise demasiado superficial da bibliografia essencial à realização da tarefa. Certo é que para a realização de uma análise SWOT clara, inequívoca e pertinente, o tempo atribuído não se compadecia com a imprescindível reflexão, leitura bibliográfica da especialidade (num original cujo inglês técnico até dificultava os, não muitos certamente, entendidos na área) e consequente caracterização da BE – presente/futuro confrontados e/ou perspectivados numa visão simultaneamente dinâmica, objectiva e idealizada, onde atributos e constrangimentos se conjugam na definição de desafios, práticas e acções prioritárias que perfilam a solidificação da sua missão paradigmática no âmbito do ensino no (para) o séc. XXI. Não obstante, denoto nesta matriz alguma confusão na delimitação do percurso a realizar, nomeadamente ao nível da distinção dos factores internos e externos que eventualmente o beneficiam (Forças, Oportunidades) ou minam (Fraquezas, Ameaças). Citando o sempre actual Sun Tzu (500 a.C.): “Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ”.
Parece-me que todos nós já interiorizámos a filosofia inerente ao modelo de auto-avaliação das BE, alicerce fulcral da dimensão proactiva, formativa e interventiva das mesmas. Contudo, segundo Cram (1999), “(...) as bibliotecas não possuem um valor objectivo intrínseco. O valor é uma atribuição subjectiva e está relacionado com as percepções relativamente a um benefício real ou esperado. De um certo modo, as bibliotecas criam valor através da transformação de recursos intangíveis num processo multiplicador de benefícios. Elas não gerem valor, antes gerem processos e actividades, tomando as decisões condutoras à criação de valor para os seus utilizadores e para a organização onde se integram”. Nesse sentido, parece-me que os desafios e acções a implementar apresentados carecem de oportunidade transformativa, concretizadora e valorativa, ou seja, devem ser revistos, repensados e operacionalizados – atempadamente mas com tempo – com vista a optimizar a desejada parceria/compromisso/comunhão entre BE e escola rumo ao sucesso educativo e à construção eficaz do saber.
Francisca Rolla
8 de Novembro de 2009

A BE: Desafios e Oportunidades no contexto da Mudança

Com o objectivo de definir e entender o conceito de Biblioteca Escolar no contexto da mudança e, simultaneamente, perspectivar práticas adequadas a estes novos contextos e entender o valor e o papel da avaliação na gestão da mudança, foi desenvolvido um quadro síntese.
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Bibliografia:

A auto-avaliação como um processo reflexivo e indutor de MUDANÇA.



O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares teoriza e reposiciona o papel das BE, mas também se assume como um instrumento que orienta e monitoriza a intervenção do Professor Bibliotecário e da sua equipa, de forma a identificar/valorizar as áreas de sucesso e, simultaneamente, identificar/superar as áreas que carecem de melhoria, sempre numa perspectiva pedagógica e formativa, perfilando a sua eficácia e consequente reconhecimento como parceiro/mais-valia no processo ensino/aprendizagem e na consecução das metas educacionais da escola e do seu projecto educativo.