quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Reflexão Final

Segundo o relatório A Dimensão Económica da Literacia em Portugal: Uma Análise, da Data Angel (http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Documentos/ME/Economia_Literacia.pdf), a teoria económica apoiada por um conjunto sólido de dados empíricos sugere que o capital humano - entendido como o conhecimento, as competências e outros atributos dos indivíduos susceptíveis de serem postos ao serviço da produção – constitui um importante factor mobilizador de um crescimento económico e de um desenvolvimento social equilibrado. Mais, a literacia é considerada como elemento fulcral e determinante tanto do capital humano como do capital social. Se acrescentarmos o imperativo uso das TIC como ferramentas de acesso, produção e comunicação de informação no quotidiano funcional, pedagógico e profissional do séc. XXI, podemos concluir que as diferentes literacias são reconhecidas como vectores de diferenciação/desenvolvimento social, económico e cultural, indutores de autonomia na construção/consolidação de conhecimento e consciência global.
Neste contexto, as BE podem (e devem) assumir-se como alicerces de um processo informacional, transformativo e formativo. Vários estudos constatam e comprovam que nas escolas onde os PB promovem o trabalho colaborativo e a articulação curricular, os alunos desenvolvem níveis mais elevados de literacia, aprendizagem, resolução de problemas e uso assertivo das TIC, o que implica que os desafios e acções a implementar na/pela BE devem assumir um carácter transformativo, concretizador e valorativo, com vista a optimizar a desejada parceria/compromisso/comunhão entre BE e escola rumo ao sucesso educativo e à construção eficaz do saber.
Ora, o MAABE surge como um instrumento que orienta e monitoriza a intervenção do PB e da sua equipa, de forma a identificar/valorizar as áreas de sucesso e, simultaneamente, identificar/superar as áreas que carecem de melhoria, sempre numa perspectiva pedagógica e formativa, perfilando a sua eficácia e consequente reconhecimento como parceiro/mais-valia no processo ensino/aprendizagem e na consecução das metas educacionais da escola e do seu PE.
Neste paradigma de mudança, o PB deve assumir uma liderança onde conceitos/práticas como a pesquisa, visão, estratégia, parceria, inovação, flexibilidade e evidências devem ser as suas “armas”.
De facto, para além das boas práticas, só sistematicamente colectando evidências, o PB poderá provar o impacto das mesmas no sucesso educativo e na melhoria das aprendizagens, visível e reconhecido por quem vê/avalia externamente.

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